DER descumpre prazo e não informa ao MPF sobre obras emergenciais na União e Indústria

O Ministério Público Federal (MPF) concedeu mais 10 dias para que o Departamento de Estradas e Rodagem (DER-RJ) apresente o cronograma das obras emergenciais na Estrada União e Indústria, no trecho entre os distritos de Pedro do Rio e Posse. O DER tinha até o fim do mês de maio para apresentar a documentação, o que não foi feito.

“Na última audiência, o DER se comprometeu a enviar o cronograma de ações, o que não aconteceu. Já oficiamos novamente o departamento e esperamos agora que o prazo seja cumprido”, disse a promotora Vanessa Seguezzi. O prazo passa a contar após o Departamento de Estradas e Rodagem ser comunicado oficialmente, o que deve acontecer na próxima semana.

O trecho entre os dois distritos é de responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem e é chamada de “estrada da morte” devido à quantidade de buracos, falta de sinalização e iluminação, entre outros problemas. Na manhã de sexta-feira (7), ocorreu no trecho mais um acidente, envolvendo dois automóveis e uma caminhonete e uma mulher, de 42 anos, ficou ferida. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital Santa Teresa (HST).

A colisão aconteceu na localidade conhecida como Jacuba, citada pelos moradores como um dos piores trechos da estrada. “Há mais de um ano estamos pedindo a manutenção desse trecho. Os acidentes são frequentes, não podemos deixar carros no acostamento e o meu neto quase foi atropelado uma vez. A minha filha já teve o pneu do carro rasgado quando saiu da garagem e passou sobre as crateras. A situação aqui é muito crítica”, contou a moradora Sandra Alves Cabral de Jesus, de 48 anos e há 27 mora no local.

Além da apresentação das ações emergenciais na estrada, o DER tem 30 dias para informar as medidas que serão adotadas para a retomada do processo licitatório para a contratação da empresa que ficará responsável pela recuperação da via. Uma multa no valor de R$ 10 milhões imposta ao DER pelo descumprimento de uma decisão judicial e abandono das obras na estrada também está sendo analisada pelo judiciário.

Fonte: Tribuna de Petrópolis

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