Paciente de São José se perde do transporte da Secretaria de Saúde no Rio de Janeiro

Um paciente de São José do Vale do Rio Preto, que foi fazer exame com um especialista no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, acabou se perdendo do veículo que fazia o transporte pela Secretaria Municipal de Saúde, na hora do retorno ao município de São José.

Segundo apurado junto do setor de planejamento da Secretaria de Saúde, fomos informados de que o paciente estava desacompanhado, apesar de ser visível a necessidade de que ele poderia estar na companhia de alguém na ocasião. Conforme relatado, o paciente foi indagado assim que entrou no veículo, se conhecia a unidade hospitalar para o qual estaria indo fazer os exames e se já estaria acostumado com o trajeto e destino. Porém, a reposta dada foi que seria a primeira consulta no local e que não conhecia a unidade hospitalar, também não sabendo qual seria o nome do hospital.

Ao chegar no endereço para o exame, por volta das 05h da manhã, o motorista se atentou em pedir a um vigia que pudesse ajudar o paciente, orientando no que ele teria de fazer, para ser atendido na consulta com um endócrino.

Uma vez que pelo horário, os portões ainda estavam fechados e não havia ninguém que pudesse já estar acompanhando o paciente para a consulta, o motorista explicou que o senhor precisava dessa ajuda especial, por se tratar de uma pessoa humilde, sem conhecimento de como proceder para ser atendido. O vigia se prontificou em ajudar, para evitar que ele saísse do local ou se perdesse até o horário da consulta.

A informação passada é que, por volta das 07h, o paciente fez o prontuário, terminando de ser atendido em torno das 10h30. O motorista foi informado via telefone, pela assistente social da unidade hospitalar, que também percebeu a necessidade dele estar acompanhado por alguém, que a consulta já havia terminado. O motorista por sua vez, estava bastante distante do local, precisando de um tempo maior para chegar até a unidade hospitalar. No que ele pediu a assistente social que orientasse o paciente, ajudando-o, até que conseguisse chegar no hospital para buscá-lo. Ao que ela se comprometeu em mantê-lo com segurança. Somente por volta das 13h que o veículo chegou na unidade médica, onde o motorista foi a procura do paciente, não o encontrando mais.

O motorista disse ao setor de planejamento da Secretaria de Saúde de São José, que perguntou sobre a localização do paciente, onde a assistente social também ajudou na procura, mas não obtiveram sucesso em encontrá-lo e ninguém sabia de seu paradeiro. Já no veículo, o motorista deu algumas voltas pelo local, na tentativa de achar o paciente.

Diante da situação, foi feita a tentativa de contato com os familiares, através dos números de celular deixados no prontuário da escala de cada paciente. Na segunda tentativa, conseguiu informar aos familiares a situação, onde foi dito que um dos motoristas da Educação conhecia o paciente, que após contato do motorista da saúde, esse servidor se colocou prontamente à disposição em ajudar na localização do senhor. Assim que terminou sua rota, o servidor da Educação seguiu sozinho para o Hospital Geral de Bonsucesso, que segundo ele havia garantido, conhecia muito bem o lugar.

Após a família ter publicado nas redes sociais a situação, que obteve mais de 1.200 compartilhamentos no facebook, um dos vereadores entrou em contato com os familiares, tendo conseguido liberar mais um veículo para ajudar na localização do paciente.

Por volta das 20h, o vice-prefeito Marcelo Baggio, confirmou que o senhor já estava em sua residência, não tendo sofrido nenhum problema durante tempo que esteve sozinho no Rio de Janeiro. Não foi divulgado ainda qual veículo conseguiu localizar o paciente e nem onde ele se encontrava. Tentamos contato com a família, mas não tivemos retorno até a publicação desta matéria.

A responsável pelo setor de planejamento da Secretaria de Saúde, Giovana Figueredo, garantiu que nesta sexta-feira dia 12, um levantamento administrativo será aberto para buscar apontar quais os possíveis erros encontrados na condução do caso, buscando se atentar para que a situação não se repita. Bem como, apontar se a conduta do motorista foi adequada ou se deveria ter agido de forma diferente.

Giovana diz que, nada justifica passar por uma situação como esta, uma vez que toda a equipe sempre zela pela segurança dos pacientes que são conduzidos para outras unidades hospitalares. Percebendo na descritiva do motorista, que ele não exitou em tentar dar a máxima atenção possível ao paciente. As informações obtidas serão averiguadas para entender como tudo se deu, uma vez que o paciente desconhecia o local e não poderia estar desacompanhado na consulta.

Provavelmente, após esse levantamento administrativo, medidas que evitem essa situação de se repetir deverão ser tomadas, principalmente, quando ocorrer de pacientes que tenham dificuldades de se localizarem em grandes metrópoles ou locais desconhecidos, que sigam a viagem desacompanhados.

O prefeito Gilberto Esteves, disse que a prefeitura não faz esse controle de quem vai ou não como acompanhante do paciente, sendo de responsabilidade da própria família essa decisão.

O que foi observado até o momento, é que o motorista, ao perceber essa possível situação, na tentativa de evitar, conforme suas condições possíveis naquele momento, já que não tinha como ficar com o paciente em questão e que tinha que direcionar os demais que estavam no veículo para seus respectivos locais de consultas, tomou as decisões pertinentes para que o paciente não encontrasse dificuldade de estadia e espera do transporte. Mas, infelizmente, o paciente acabou se perdendo no local, só se tendo notícias dele quase oito horas depois.

De acordo com comentários de conhecidos do paciente, o mesmo teria retornado para São José via ônibus, sem ter deixado nenhum comunicado para o motorista do veículo da saúde. A informação ainda não foi confirmada pela secretaria de saúde, que ficou de enviar uma nota esclarecendo o que de fato aconteceu, visto que uma agente de saúde esteve fazendo uma visita domiciliar ao então paciente, para saber como ele estava e entender o que aconteceu. Se realmente ele se perdeu ou apenas agiu sem avisar ao motorista, deixando todo mundo sem saber ou entender o que teria acontecido.

Nas redes sociais, a filha do paciente publicou uma nova postagem, alegando que por ter ficado muito preocupada com seu pai, buscou meios de encontrá-lo usando o Facebook. Mas que tudo não passou de um desencontro de informações. Ela citou ainda que em nenhum momento acusou o motorista da saúde, que não teve culpa da situação. Porém, a filha não esclareceu se realmente o pai retornou de ônibus para São José. Tentamos novo contato com a família, mas não tivemos retorno até o momento.

Assim que houver o envio das informações, confirmando se de fato ele retornou de ônibus ou no veículo da prefeitura que fora até o Rio de Janeiro em sua procura, estaremos atualizando a matéria.

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