São José: falta d’água, bomba queimada, cheiro de “peixe” e conta cara

A situação da falta d’água em São José do Vale do Rio Preto precisa urgentemente ser resolvida. A expectativa é para que até o final do ano a problemática chegue ao fim com a instalação da nova ETA – Estação de Tratamento de Água do Centro da cidade.

Tem mais de cinco de dias que bairros como Águas Claras, Brucussú, Parque Vera Lúcia, Sossego da Vovó, Boa Vista, Jaguara e Novo Centro vem sofrendo com a falta d’água nas torneiras. Mesmo após a instalação de uma outra bomba, isso no último sábado, o problema ainda não foi resolvido.

A situação já é considerada pior que ano passado, quando foi muito caótica. Esse ano, por conta da expectativa de ter uma empresa que pudesse gerir a questão e solucionar boa parte do problema, a sensação que se tem é de que tem sido quase impossível o problema ser resolvido.

Não se sabe ainda o motivo de não se ter uma reserva de equipamentos básicos, que são essenciais para o funcionamento do sistema, como bombas d’água e mais caminhões pipa. Mesmo tendo problemas quase toda semana com bomba queimada e muitas casas que são afetadas, poderia se pensar em ter um segundo plano para não deixar a situação sair da linha. Porém, não se tem visto um planejamento nesse sentido.

Inicialmente, a empresa conseguiu mostrar que tem condições de fazer o trabalho bem feito. Conseguiu colocar em dia o abastecimento da ETA da Araponga, fez o direcionamento da água do Rio Preto para a ETA da Maravilha, mas a problemática sempre volta para atormentar os moradores. Um verdadeiro fantasma que persegue São José há anos.

Não bastasse a questão da bomba queimando sempre, um novo fator apareceu nos últimos dias; um cheiro muito forte de “peixe” tem sido percebido em alguns bairros. Não se sabe ainda o motivo. Porém, segundo informado na rádio Ativa FM, a empresa deverá divulgar informações sobre os laudos tão pedidos pela população, detalhando a qualidade da água fornecida. Segundo divulgado, essas informações poderão vir na própria conta enviada ao cliente. Porém, não foi informado quando esse procedimento irá acontecer.

Nos bairros que tem chegado alguma quantidade de água, tem sido observado que falta pressão. Os moradores pedem que a empresa verifique a questão, uma vez que além da falta de pressão, a água está chegando com uma coloração bastante escura.

Outro fator que tem sido alvo de inúmeras reclamações, é a questão da cobrança dos valores do fornecimento de água. Além da conta vir muito cara, a questão se complica quando não se recebe a água. Ou seja, deveria se pagar pelo que se consome; mas, o que está parecendo acontecer é que a tarifa vem com valor cheio, considerando uma base média de consumo anterior, independente de ter água ou não para abastecer as caixas d’água. O que tem gerado uma revolta ainda maior. Os moradores cobram da empresa gestora que pelo menos sejam refeitas essas contas, garantindo descontos para os dias em que o usuário ficou sem uma gota d’água.

Uma dúvida que tem sido apontada, é sobre como a empresa faz esse monitoramento. E se os métodos são eficazes. Pois, a empresa leva em consideração o que o hidrômetro registra. Mas, na prática, as reclamações apontam que os hidrômetros podem estar equivocados, principalmente no que se refere a quantidade de água cobrada versos quantidade de água fornecida.

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