Homem é picado por cobra no Morro Grande, zona rural de São José

Na última terça-feira dia 22, um homem foi picado por cobra no bairro do Morro Grande, zona rural de São José do Vale do Rio Preto.

Segundo informações da família, o homem foi atendido no HMST – Hospital Maternidade Santa Theresinha de São José, sendo encaminhado horas depois para a UPA de Petrópolis, onde acabou sendo direcionado para o Hospital Municipal Doutor Nelson de Sá Earp. O paciente foi medicado e segue em observação. Segundo a família, ele deverá seguir internado por mais alguns dias, até que a perna não esteja mais inchada.

De acordo com a filha do paciente, seu pai segue com a perna bastante inchada, e vem recebendo a medicação para retirar todo o veneno do sangue. Conforme explicado por ela, somente após sete horas que foi feita a primeira medicação para combater os efeitos do veneno. A filha reclama do atendimento primário no HMST, e também pela demora ao encaminhar o pai para ser atendido na unidade mais próxima de referência. Ela agradece aos que se prontificaram em ajudar, e pede oração pela boa recuperação do pai.

Em contato com o Diretor do HMST, Alan, fomos informados de que o paciente foi atendido, sendo direcionado para Petrópolis, uma das duas referências nesses casos para São José. A outra referência é no município de Teresópolis.

Após verificar a falta de conhecimento sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde de São José, emitiu um comunicado explicando como funciona os trâmites em decorrências de produção e distribuição de alguns medicamentos, em especial de soro para tratar venenos.

Secretaria de Saúde esclarece:

A Secretaria Municipal de Saúde vem oficialmente esclarecer que desde 2014 por determinação do Ministério da Saúde, o município de São José do Vale do Rio Preto não administra e nem oferece nenhum tipo de soro antiofídico.

A explicação é que a produção e distribuição de soro foi reduzida em decorrência a adequação aos padrões de Boas Práticas de Fabricação exigidas pela Anvisa e problemas no abastecimento de matérias primas, o que ocasionou uma diminuição considerável no repasse aos estados e consequentemente aos municípios.

Diante do quadro limitado, somente município com população superior a cem mil habitantes receberão as doses e atenderão os municípios menores.

Sendo assim, não se tratando de uma opção municipal, mas de uma determinação da união, os pacientes são encaminhados para os polos de referência.

Fica o alerta para que a população, principalmente de áreas rurais, que se atentem na proteção não só de cobras, mas também de escorpiões. Muita atenção nas áreas de matas, lavouras, estoques, entulhos, madeiras, dentre outros, por conta da época em que esses animais peçonhentos mais são encontrados.