Depressão faz mais uma vítima em São José

Mesmo não estando todos os dias nos meios de comunicação, por uma questão de evitar até mesmo com que a vítima seja exposta, e presando pelo momento de grande perda dos amigos e familiares, existe uma preocupação grande com a doença do século. A depressão tem sido a grande vilã, responsável por ceifar a vida de inúmeras pessoas, com uma alarmante porcentagem indicando jovens, em diversas faixas etárias.

Em São José do Vale do Rio Preto, apesar de não ter um número oficial nas estatísticas, várias tentativas de suicídio provenientes da depressão tem sido registradas no município, e em alguns casos, elas acabam sendo fatais.

Nesta segunda-feira dia 28, mais uma triste realidade desta situação deu sinais de que a depressão vem atacando pessoas que nós menos esperamos suspeitar de que alguma coisa possa estar acontecendo de errado. Desta vez, um rapaz acabou atentando contra sua própria vida. Trabalhador, honesto, muito atencioso e sempre sorridente, amigos não conseguem compreender como isso foi possível. O fato ocorreu no bairro de Contendas, onde familiares apontam a depressão como causa do suicídio.

Não é de hoje que o ser humano está vivendo à beira de sentimentos tão incompromissíveis, sensações que marcam e trazem feridas, machucando a alma de uma forma tão brutal, que nós, meros expectadores da vida alheia não percebemos ou em casos mais extremos, fingimos até que não está acontecendo nada – que a situação não passa de uma frescura ou porque está querendo chamar a atenção.

A doença do século age de forma silenciosa mas, muito poderosa e com um poder de estraçalhar o ser humano, que nós ficamos sem reações ou sem conseguir compreender.

Cabe a cada um de nós não deixar de fazer algo. Devemos fazer mais! Ser mais! Doar mais! Alguém está precisando receber mais amor, precisando de um pouco mais de atenção. Esperado um abraço, um carinho. Esperando que nós venhamos a dar um sorriso e quem sabe ao ouvir apenas um “oi, tô aqui. Conte comigo!”, a situação não tenha um rumo melhor.

Estamos vivendo uma era que precisamos demonstrar mais empatia pelo próximo. Temos que parar de sair debochando do sofrimento silencioso de alguém que está rindo por fora, mas chorando por dentro. Devemos buscar ser alguém que fará a diferença na vida de quem está sofrendo com esta doença tão devastadora.

Não podemos aceitar nenhum tipo de constrangimento, nenhum tipo de humilhação, nenhum ato que venha iniciar ou agravar qualquer sentimento propenso a estar se deixando levar por essa doença.

Requer um diagnóstico médico
A sensação persistente de tristeza ou perda de interesse que caracteriza a depressão pode levar a uma variedade de sintomas físicos e comportamentais. Estes podem incluir alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário ou autoestima. A depressão também pode ser associada a pensamentos suicidas.

As pessoas podem ter:

  • No humor: ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperança, mudanças de humor, perda de interesse, perda de interesse ou prazer nas atividades, solidão, tristeza, tédio ou sofrimento emocional.
  • No comportamento: agitação, automutilação, choro excessivo, inquietação, irritabilidade ou isolamento social.
  • No sono: despertar precoce, excesso de sonolência, insônia ou sono agitado.
  • Na cognição: falta de concentração, lentidão durante atividades ou pensamentos suicidas.
  • No peso: ganho de peso ou perda de peso.
  • No corpo: fadiga ou fome excessiva.
  • Também é comum: depressão, abuso de substâncias, falta de apetite ou repetição incessante de pensamentos.

O tratamento consiste no uso de antidepressivos
A base do tratamento geralmente inclui medicamentos, psicoterapia ou uma combinação dos dois. Cada vez mais, as pesquisas sugerem que esses tratamentos podem normalizar alterações cerebrais associadas à depressão.

Se você precisa de ajuda e quer alguma orientação, ligue para o Centro de Valorização da Vida, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana – através do número 188, ou acesse o site https://www.cvv.org.br.