Empresas de Areal e Três Rios são premiadas pela Firjan por resultados no mercado exterior

Empresas do Centro-Sul Fluminense foram premiadas pela Firjan pela destacada atuação no mercado exterior em 2018. Advanced Nutrition, Nova Kaeru e Guanapack receberam o Prêmio Rio Export, que valoriza e estimula o desempenho das indústrias fluminenses nas relações com o mercado internacional. A Advanced Nutrition recebeu o prêmio pelo Destaque de Relacionamento Internacional; a Nova Kaeru Indústria de Couros foi premiada na categoria Destaque Firjan Internacional; e a Guanapack foi premiada como Destaque de Exportações na região Centro-Sul. Premiada pela 6ª vez seguida, a GE Celma foi reconhecida como Destaque da Indústria e Maior Exportadora do Rio de Janeiro.

Alceir José Corrêa, presidente da Firjan Centro-Sul Fluminense, ressalta que as empresas premiadas devem servir como exemplo na atuação internacional. “Muitos produtos brasileiros são desejados no exterior. Isso mostra a força das indústrias e a qualidade dos produtos da nossa região. A globalização de marcas e produtos é um processo atual e irreversível. Então é importante que as empresas enxerguem o mercado exterior como uma oportunidade de expansão de negócios”, enfatiza Alceir.

Instalada em Areal, a Advanced Nutrition atua na preparação de suplementação esportiva. Suas relações com mercado internacional são para a compra de insumos e matéria-prima e vendas especialmente para a Argentina. “É uma satisfação fazer diferença na economia da região e ser reconhecida pela nossa atuação”, disse a coordenadora de Recursos Humanos, Tatiana Rezende.

A Nova Kaeru, empresa de bioprodutos de Bemposta, em Três Rios atua com a produção de couros exóticos. O principal produto, o couro de pirarucu, é vendido para o mercado interno e para grandes marcas na Europa e EUA. “É uma honra ser reconhecida por um prêmio tão qualificado” afirmou Daniel Abruzzini, coordenador de Controle Qualidade da empresa.

Já a Guanapack, de Três Rios, atua na fabricação de embalagens plásticas flexíveis e é responsável pela produção de 60 mil toneladas/ano de filme stretch, se tornando líder do segmento na América Latina. Atualmente, 25% de toda produção é direcionada às empresas estrangeiras e distribuída através de centros logísticos na Alemanha, Espanha e Estados Unidos.

Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional, destaca que as vencedoras de 2019 são exemplos de sucesso de estruturação para o mercado global. “O prêmio demonstra a diversidade e a especialização da pauta exportadora do Rio de Janeiro. São empresas que exportaram produtos básicos e outras que exportaram industrializados, desde o setor de petróleo e gás, químico, moda até a indústria criativa, e que servem de inspiração para todas as empresas do estado”, analisou o coordenador. A Petrobras é a maior exportadora do Estado do Rio e considerada Hors Concours.

Em sua 22ª edição, o Rio Export premia empresas em diferentes categorias, com alto desempenho nas exportações estaduais. Desde o lançamento da iniciativa, em 1998, mais de 220 empresas fluminenses de diferentes setores e níveis tecnológicos foram reconhecidas pela cultura exportadora no estado.

Diagnóstico do Comércio Exterior
Técnicos da Firjan Internacional também apresentaram informações do novo Diagnóstico do Comércio Exterior que mostrou que o estado do Rio de Janeiro registrou, em 2018, a maior corrente de comércio desde 2004, totalizando US$ 54 bilhões. Com isso, a participação fluminense no saldo comercial do Brasil foi de 13%. O estado registrou ainda um superávit na balança comercial de US$ 6 bilhões.

O estudo traça o perfil das empresas fluminenses que atuam no mercado internacional, a partir de entrevistas e das bases de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na série história analisada, a participação do estado nas exportações brasileiras passou da quinta para a segunda posição, ficando atrás apenas de São Paulo.

De acordo com o documento, os principais bens exportados em 2018 foram provenientes da indústria de Petróleo e Gás Natural, com US$ 18 bilhões (63%), representando uma variação de 136% em relação a 2016. “Os números refletem o período de retomada da indústria de P&G, cujo crescimento foi notável”, analisa Flávia Alves, especialista em Comércio Exterior da Firjan.

De acordo com a pesquisa, a percepção dos empresários fluminenses com relação aos entraves às exportações estava reduzindo, entretanto, esta última edição detectou aumento, atingindo 76%. Os entraves mais citados foram: Burocracia tributária, com 47%; e Custos tributários e dificuldade no ressarcimento de crédito, com 22%. Vale ressaltar que esses dois entraves vêm crescendo desde 2013. Além disso, o diagnóstico também aponta que a utilização obrigatória da Declaração Única de Exportação (DUE), no Portal Único de Comércio Exterior, tem sido bem-sucedida. Das empresas ouvidas, 82% afirmaram não terem encontrado dificuldades. “Isso mostra que o objetivo de facilitar o processo de exportação foi alcançado”, observa Flávia.

Perfil das importadoras
Quando analisado o perfil das empresas importadoras, a pesquisa detectou que 48% compram produtos finais, 28% matérias-primas e 24% importam ambos. “O que pudemos identificar é que a grande maioria das empresas fluminenses importa tanto matéria-prima quanto produto final para vender predominantemente para o mercado interno”, explica.

Sobre as mudanças dos processos de Declaração de Importação (DI) e Licença para Importação (LI) para Declaração Única de Importação (DUIMP), 52% afirmaram ter conhecimento a respeito das alterações. Em relação às expectativas com essas mudanças, 33% das empresas esperam que o desembaraço da mercadoria seja mais rápido e 21% esperam diminuir a burocracia na importação. “Os anseios manifestados pelo empresariado reforçam a importância da implementação completa do portal único para melhoria do ambiente de negócios de comércio exterior”, destaca Flávia.

Negociações multilaterais
O diagnóstico também lançou questões acerca das negociações multilaterais em curso, buscando detalhar as vantagens e desvantagens apontadas. Sobre o Mercosul, 62% indicaram vantagens com o bloco, sobretudo em relação à isenção ou redução de tarifas. “Isso demonstra a importância do governo realizar a redução tarifária de forma transparente, com a participação dos setores produtivos”, frisa Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional. Por outro lado, o percentual de empresas que enfrentaram algum tipo de problema nos processos de exportação ou importação com países do Mercosul aumentou de 18% para 38%.

Outro ponto de destaque no diagnóstico é que 68% das empresas declararam ser favoráveis à abertura do mercado brasileiro e 52% estão interessadas nas negociações que o país vem participando com o Mercosul. Os negócios que aparecem como de maior interesse são com a China, União Europeia, Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e EUA. “É interessante observar que a pesquisa foi feita antes da conclusão dos acordos Mercosul–União Europeia e Mercosul–EFTA, o que mostra que já existia uma expectativa positiva do empresariado”, argumenta Rossi.

Fonte: Ascom Firjan