São José: Após TV noticiar 18 casos de suspeita, prefeito cita equívoco e destaca números atuais no município

Na noite desta quinta-feira dia 26, foi noticiado na InterTV, que em São José do Vale do Rio Preto, 18 casos foram notificados com suspeita pelo novo coronavírus. A informação gerou muitas indagações sobre qual o verdadeiro quantitativo de suspeitos na cidade. Já que pela manhã, o prefeito Gilberto Esteves, havia divulgado um boletim epidemiológico atualizando as informações a respeito do covid-19 em São José, com dados diferentes do noticiado pelo informativo televisivo.

Conforme o boletim divulgado, o município tinha até às 11h da manhã desta quinta-feira, 02 casos notificados com suspeita e que aguardam a divulgação do resultado do teste que foi feito; além de mais 18 casos de RDM – Recolhimento Domiciliar Monitorado, por conta de síndrome gripal leve identificada nessas pessoas.

A informação noticiada pela InterTV, apontava que em São José seriam 18 casos notificados com suspeita. Diante do conflito de informação, entramos em contato com o chefe do Executivo Municipal, na noite desta quinta-feira. Segundo o prefeito, houve algum equívoco por parte da reportagem, pois o texto encaminhado para a equipe da InterTV, fazia referência específica as duas situações de casos registrados em São José – os de Suspeita e os de RDM.

O prefeito afirmou que, até a noite desta quinta-feira, mantinha-se o mesmo quantitativo informado pela manhã. Ou seja, nenhum caso confirmado por covid-19, 02 casos suspeitos aguardando resultado do teste, mais 18 casos de RDM, que seguem orientação médica para recolhimento domiciliar monitorado e que não são considerados casos suspeitos; são apenas para dados internos da Secretaria Municipal de Saúde.

Gilberto destacou também que os dados de RDM não são incluídos nas estatísticas do Ministério da Saúde. Portanto, o chefe do Executivo Municipal aponta que a informação noticiada na TV segue equivocada.

Como é o procedimento atual de notificação de síndrome gripal:
Toda pessoa que apresentar uma síndrome gripal leve, estará sendo enquadrada com RDM – Recolhimento Domiciliar Monitorado, e não precisará fazer a coleta de exame. Mas, deverá ficar de isolamento domiciliar, pelo período de 14 dias e sendo monitorado.

Quando for um paciente em estado grave, o procedimento será de, notificar a suspeita, internação em caso de necessidade ou indicação médica, e fazer a coleta de material para o exame do teste que identifica se a pessoa está ou não com o coronavírus.

Entenda a nova Portaria do Ministério da Saúde

A nova Portaria divulgada pelo Ministério da Saúde, a de nº 454, publicada no último dia 20 de março, declara que, em todo o território nacional, a situação é de estado de transmissão comunitária do coronavírus (covid-19).

Considerando a Emergência em Saúde Pública de importância Nacional, e também a condição de transmissão comunitária do novo coronavírus, no intuito de serem feitos todos os esforços em reduzir a transmissibilidade e oportunizar manejo adequado dos casos leves na rede de atenção primária à saúde e dos casos graves na rede de urgência/emergência e hospitalar; passaram a ser adotadas então o novo protocolo.

Segundo a Portaria, serão realizadas as seguintes medidas para a qualificação dos pacientes que derem entrada nas unidades hospitalares:

  • Para contenção da transmissibilidade do covid-19, deverá ser adotada como, medida não-farmacológica, o isolamento domiciliar da pessoa com sintomas respiratórios e das pessoas que residam no mesmo endereço, ainda que estejam assintomáticos, devendo permanecer em isolamento pelo período máximo de 14 (quatorze) dias.
  • Considera-se pessoa com sintomas respiratórios a apresentação de tosse seca, dor de garganta ou dificuldade respiratória, acompanhada ou não de febre, desde que seja confirmado por atestado médico.
  • A medida de isolamento somente poderá ser determinada por prescrição médica, por um prazo máximo de 14 (quatorze) dias, considerando os sintomas respiratórios ou o resultado laboratorial positivo para o SARSCOV-2.
  • O atestado emitido pelo profissional médico que determina a medida de isolamento será estendido às pessoas que residam no mesmo endereço, para todos os fins.
  • Para emissão dos atestados médicos, é dever da pessoa sintomática informar ao profissional médico o nome completo das demais pessoas que residam no mesmo endereço, sujeitando-se à responsabilização civil e criminal pela omissão de fato ou prestação de informações falsas.
  • Para as pessoas assintomáticas que residem com a pessoa sintomática será possível a emissão de novo atestado médico de isolamento caso venham a manifestar os sintomas respiratórios previstos (tosse seca, dor de garganta ou dificuldade respiratória, acompanhada ou não de febre) ou tenham resultado laboratorial positivo para o SARSCOV-2.
  • A prescrição médica de isolamento deverá ser acompanhada dos seguintes documentos assinados pela pessoa sintomática: termo de consentimento livre e esclarecido e termo de declaração, contendo a relação das pessoas que residam ou trabalhem no mesmo endereço, nos termos do Anexo.
  • As pessoas com mais de 60 (sessenta) anos de idade devem observar o distanciamento social, restringindo seus deslocamentos para realização de atividades estritamente necessárias, evitando transporte de utilização coletiva, viagens e eventos esportivos, artísticos, culturais, científicos, comerciais e religiosos e outros com concentração próxima de pessoas.

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