Coronavírus: Secretário do Ministério da Saúde diz que momento não é de flexibilização do isolamento em cidades pequenas e médias

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que não é o momento para a flexibilização do isolamento social daqueles que podem ficar em casa imposto a cidades de pequeno e médio porte com poucos casos do novo coronavírus. A medida é estudada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo Gabbardo, o Brasil ainda não estaria preparado para tomar medidas nessa direção.

“Não (é o momento). O momento está muito claro em todas as falas do ministro (Henrique Mandetta). O momento vai ser quando nós estivermos mais fortes. Quando nós tivermos conseguido trazer esses equipamentos que estamos importando, os equipamentos de proteção individual que estamos importando e distribuir isso para os estados e municípios. Aí, sim, vai ser o momento de discutirmos essa questão”, afirmou Gabbardo.

A flexibilização das medidas de isolamento nessas cidades vai na linha do que defende o presidente Jair Bolsonaro, que é contrário às medidas restritivas imposta em diversos estados para diminuir a velocidade de propagação da epidemia do novo coronavírus. A ideia seria liberar partes do país que registrem menos casos confirmados e mortes pela doença.

Segundo o último levantamento divulgado pelo governo, o Brasil tem 432 mortes por Covid-19 e 10.278 casos registrados.

TRANSIÇÃO

Gabbardo disse que é necessário que o governo federal, estados e municípios discutam de forma conjunta medidas de flexibilização do isolamento social, mas somente quando o governo estiver seguro em relação à estrutura de equipamentos e pessoal para enfrentar uma eventual subida no número de casos da doença.

O secretário voltou a defender as medidas de isolamento social e disse que o fato de Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal estarem em transição para o estágio de aceleração descontrolada dos casos não significa que a estratégia adotada pelos governos estaduais tenha falhado. Segundo ele, se essas medidas não tivessem sido tomadas, o cenário poderia ser ainda pior.

“Talvez, se não tivessem feito isso, seria muito pior. A gente não imagina qual seria o cenário se no Rio ou em São Paulo não tivesse sido implementado políticas de distanciamento social mais fortes como oram implementadas. Pelo contrário, podemos imaginar que teria sido muito pior”, afirmou.

São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas são os estados que, segundo o Ministério da Saúde, estão na transição para estágio de “aceleração descontrolada” doença, quando as autoridades não são capazes de prever o aumento no número de casos e de mortes.

Gabbardo fez questão de dizer que nenhum deles está, neste momento, nessa fase, mas afirmou que isso pode ocorrer nas próximas semanas.

RESPIRADORES

O secretário-executivo disse ainda que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo para providenciar leitos de UTI para o enfrentamento da Covid-19, o Ministério da Saúde fechou um contrato para a compra de 15 mil respiradores mecânicos com um fornecedor da China e outros 17 mil respiradores fabricados por empresas nacionais.

Segundo Gabbardo, caso a compra se concretize, as primeiras remessas dos respiradores chineses devem começar a chegar ao Brasil em 15 dias e, a partir de então, haverá remessas semanais dos equipamentos. No caso dos respiradores produzidos no Brasil, a ideia é que eles também sejam entregue semanalmente.

Gabbardo afirmou que governo vai mudar o critério de distribuição dos respiradores adquiridos pelo governo. No início da epidemia, os equipamentos foram distribuídos com base na população de cada estado. Agora, o governo pretende enviar os equipamentos de acordo com a demanda causada pela Covid-19.

“Não vamos mais distribuir como foi feito anteriormente, num cálculo per capita para todos os estados. Vamos ficar com esses respiradores no nosso almoxarifado e vamos colocar esses respiradores onde ocorrer efetivamente a necessidade. Ele vai pra um determinado local onde o leito está sendo necessário e a capacidade instalada chegou perto do seu limite e vai ficar lá até que diminua esse volume”, afirmou.

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