São José: Prefeito fala de doações de aparelhos – “é um empréstimo (…) e depois (teríamos que) devolvê-los”

O prefeito de São José do Vale do Rio Preto, Gilberto Esteves, concedeu uma entrevista na manhã desta terça-feira dia 28, onde falou sobre vários pontos em evidência nos últimos dias na cidade, como a flexibilização ara igrejas, academias e cursos de idiomas voltarem a funcionar, além das doações de equipamentos da Prefeitura do Rio de Janeiro que teriam sido perdidas ou recusadas, questão do alvará para internação no Centro da Covid-19, falta d’água em vários bairros, dentre outros assuntos.

De acordo com o chefe do Executivo, em outras vezes foi feita a tentativa de se flexibilizar essa reabertura de alguns outros setores, porém, somente após nota técnica e uma matriz de risco, que o Gabinete de Crise estabeleceu essa flexibilização. Gilberto destacou que é de forma experimental, e que será feito um acompanhamento desses setores quanto ao cumprimento das regras estabelecidas e também quanto ao comportamento da doença na cidade.

Para o retorno dos templos religiosos, foram estabelecidos protocolos a serem adotados e que deverão ser cumpridos, como uso de máscaras, álcool gel, distanciamento (obedecendo a ordem de chegada e saída dos templos, onde quem chegou primeiro será o último a sair para evitar contato), tempo máximo de culto em uma hora, além de outras medidas que foram acertadas em reunião recente com os líderes religiosos da cidade. Gilberto acredita que o monitoramento terá um resultado positivo dos participantes dos templos religiosos em São José.

Na questão das academias e cursos presenciais, após várias conversas com os gestores dessas áreas, onde os compromissos foram assumidos, em caráter experimental, para serem praticados com um total máximo de 1/3 (um terço) da capacidade do espaço as suas reaberturas, acredita-se que também haverá um bom comportamento dos frequentadores para se adaptarem a rotina do chamado “novo normal”.

A respeito da tradicional Festa de Agosto, que deverá ser feita de forma virtual, o prefeito falou que são privações que a sociedade deverá ter que conviver até que uma vacina esteja disponível.

Sobre a polêmica das doações de equipamentos, onde a deputada estadual Alana Passos, gravou vídeos falando sobre a disponibilidade da prefeitura do Rio de Janeiro doar equipamentos para o Centro da Covid-19 em São José, onde a parlamentar enfatizou várias vezes que o prefeito Gilberto Esteves não havia mostrado interesse em receber os equipamentos, e que o município estaria perdendo essa doação que foi toda para outro município, o chefe do Executivo falou a respeito e deu mais detalhes, do que já havia respondido recentemente sobre a questão.

Gilberto disse que alguns respiradores e monitores cardíacos que não estariam mais sendo usados pelo governo municipal do Rio de Janeiro, poderiam ser disponibilizados para São José. O que foi informado via contato entre as Secretarias de Saúde, “só que é um empréstimo do equipamento, e o tomador do empréstimo, que somos nós, teríamos a responsabilidade de fazer o uso e a manutenção desse equipamento e depois devolvê-lo”, destacou o prefeito.

O chefe do Executivo disse que está sendo feita uma avaliação da possibilidade em receber esses equipamentos, mas que não foram descartados. Gilberto destaca que “são aparelhos usados que podem eventualmente dar um problema e depois a gente ter que fazer a manutenção deles”, tendo que recuperar para devolver em pleno funcionamento os equipamentos. O prefeito afirma que até chegou a entender que seria uma doação, postando até esse informação em suas redes sociais, mas após esclarecimentos da Secretária de Saúde, Rafaela Rampini, foi pontuado que se tratava na verdade, de um empréstimo. E diante dessa situação, está sendo avaliado se a prefeitura de São José irá contrair esse empréstimo ou não, pelo fato das responsabilidades que estarão gerando para São José.

O prefeito ainda apontou que talvez, tenha a necessidade de passar pelo crivo dos vereadores, antes de receber esse empréstimo dos equipamentos. Uma vez que para doação precisa-se de autorização do Legislativo Municipal, que dirá “um empréstimo com ônus para o município”, pontua o prefeito.

Gilberto ainda citou a necessidade de acertar com os setores de patrimônio de ambos os municípios, para haver um entendimento sobre as cláusulas de transferência desses equipamentos.

Sobre a gravação da deputada estadual, o prefeito disse que não viu o vídeo, pois evita se ocupar “de coisas que são negativas, senão não consegue governar”, mas que recebeu a informação. Porém, pontuou que São José é um município carente, onde se tem a clínica que foi feita e que a prefeitura terminou a obra, mas que os deputados poderiam ter feito alguma coisa. Citou a respeito do Poço Fundo, onde a Rodovia Bianor Martins Esteves está destruída desde janeiro de 2011, destacando que “meu sonho era ver um dia os 71 deputados estaduais ali, peregrinando comigo (…) Vamos pra lá. Vamos caminhar no Poço Fundo. Vamos lutar pelo Poço Fundo! Fazer uma emenda (…) Esse desvio que teve aí dava pra fazer o Poço Fundo (…) Dava pra fazer uns dez Poço Fundo (…) O que a gente precisa é que os deputados venham aqui nos dar coisas robustas. Os monitores a gente já comprou, tem 15. (…) Não é que estamos descartando pouca coisa não, nós temos coisas grandes que precisam ser abraçadas. Então que os deputados venham e abracem essas causas“.

Já na questão do alvará da Vigilância Sanitária Estadual, que a prefeitura está aguardando ser emitido para a Policlínica, que está servindo como a Central da Covid-19, o prefeito confirmou que a noticia já divulgada anteriormente, que o local só poderá receber internações após esse alvará ser emitido pelo Estado.

Gilberto disse que, a Vigilância Sanitária do Estado esteve fazendo uma vistoria no local, apontando algumas questões para poder obter o alvará definitivo. Seriam essas adaptações, a cobertura da casa de gases – que a empreiteira já está fazendo, uma vez que já estava no contrato – e duas questões que não estavam no contrato, mas por se tratar da Central da Covid-19, ainda que provisório, já que o local é para a Policlínica, deve ter um local para corpos, no caso do falecimento de pacientes internados na Central, e também uma sala separada da clínica para descanso dos médicos. Gilberto disse que já fez a locação de dois containers, para alojar a sala de repouso e o espaço resfriado para os corpos.

O prefeito informou que até que o alvará seja emitido, as internações estão sendo feitas no HMST – Hospital Maternidade Santa Theresinha, mas que o atendimento geral está sendo feito na Central da Covid-19. Gilberto enfatizou que a equipe da Vigilância Sanitária elogiou muito o trabalho realizado, e que não tem nenhum problema no local, apenas adaptações para atender de forma satisfatória a Central da Covid-19.

Sobre os números da Covid-19, o prefeito disse que os dados deverão apresentar um número maior que mil casos testados. E a motivação se dá pelo fato de que, houve no final de semana, um esforço de testagem, conforme recomendação do Ministério Público, para poder fazer a flexibilização adotada a partir desta terça-feira. Ou seja, por orientação do MP, precisava-se testar pelo menos 5% da população, em torno de mil pessoas, para haver essa autorização de abertura das igrejas, cursos e academias. Mas, não tendo nenhuma anormalidade na classificação e testagem dos casos de covid na cidade, como ponderou o prefeito.

Em relação as aulas presenciais, o prefeito disse que não volta esse ano. Somente em 2021. Destacando que precisamos entender que “é uma medida de proteção”, não podendo “ser negligente com a vida”.

Gilberto falou ainda sobre a questão de denúncias para coibir as aglomerações no município. Segundo ele, a população pode acionar a Polícia Militar através do 190 e apontar onde está acontecendo qualquer aglomeração. Já os fiscais, ficarão por conta de irem visitar as igrejas e academias para cumprimento das regras de flexibilização. Sobre os bares, “é caso de polícia”, tendo a PM que agir por conta da desobediência. “O bar tem que fechar às 8h, se ele passou de 8h, (é a) policia que vai fechar ele”.

Na questão da ETA – Estação de Tratamento de Água Dois de Agosto, que está em fase final de conclusão, o prefeito disse que a estação está instalada, montada e esperando apenas a conclusão da base para receber o reservatório de 500 mil litros, onde logo após a empresa virá fazer a operacionalização da ETA. Gilberto disse que houve um atraso na conclusão da obra, mas que entre 40 e 60 dias a nova ETA Dois de Agosto no Dirindí estará sendo inaugurada.

Sobre a questão de asfalto, o prefeito afirmou que será uma tecnologia nova, com a chegada da Usina de Asfalto Quente, na composição da massa asfáltica, que além de ter um custo menor, tem tecnologia melhor e durabilidade maior, além de ter um processo de secagem mais rápido. Diferente do asfalto frio, que o município fazia uso até então, que tem um processo de depuração muito longo e de deteriora muito fácil. De acordo com o prefeito, a nova usina estará sendo instalada em uma plataforma que será construída em breve, mas que esse ano ainda entrará em funcionamento.

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