Rio de Janeiro: Lava Jato investiga suspeita de desvios de recursos do Sistema S

A Força Tarefa da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, realiza nesta quarta-feira (9) uma operação para apurar desvios de recursos de entidades do Sistema S no Estado, a partir de contratos com escritórios de advocacia.

De acordo com o Ministério Público Federal, estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em endereços particulares, escritórios e outras empresas investigadas, com o apoio da Polícia Federal e da Receita Federal.

A Força Tarefa sustenta que os desvios somaram cerca de R$ 355 milhões das seções no Rio de Janeiro do Serviço Social do Comércio, o Sesc; do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, o Senac; e da Federação do Comércio, a Fecomércio-RJ.

A operação foi chamada de Esquema S e foi deflagrada em paralelo ao início do trâmite de uma ação penal contra 26 pessoas que seriam envolvidas nas fraudes.

Entre os denunciados está mais uma vez o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Anselmo.

Os mandados expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal estão sendo cumpridos nas cidades de Fortaleza, Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Segundo o MPF, as investigações começaram da Operação Jabuti, realizada em 2018, e se baseiam também nas informações prestadas por Orlando Santos Diniz, ex presidente da Fecomércio Rio, que firmou um acordo de colaboração premiada.

As entidades teriam destinado de 2012 a 2018 mais de 50% do orçamento anual a contratos advocatícios. Alguns desses serviços contratados, de acordo com a força-tarefa, não eram prestados, mesmo assim eram remunerados com elevados honorários. Os denunciados facilitariam ainda os trâmites nos órgãos que fiscalizam os recursos do Sistema S por se tratarem de instituições paraestatais, como o Conselho Fiscal do Sesc Nacional, o Tribunal de Contas da União e o Judiciário.

Como a Fecomércio não tem a mesma natureza das outras instituições, é uma entidade privada, a instituição era a responsável pelos contratos com os escritórios.

Também está sendo investigada a devolução de parte desses recursos desviados das entidades a Diniz.

A força-tarefa afirma que o pagamento aos escritórios coincide com a aquisição por parte dos denunciados de carros e imóveis de luxo no Brasil e no exterior.

O MPF reforçou ainda que os recursos do Sesc e Senac têm origem pública, repassados de contribuições sobre folhas de pagamento de empresas comerciais para os Serviços investirem na capacitação e bem-estar de comerciários, finalidade comprometida com o esquema de desvios de recursos.

Fonte: Agência Brasil

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