Região Serrana: Catástrofe climática completa 10 anos; Confira a galeria de imagens mostrando São José

Há dez anos, os moradores da Região Serrana vivenciavam uma noite de tensão, desespero e angústia. Os dias seguintes a 11 de janeiro também pareciam cenas de um filme: militares por toda parte; montanhas marcadas pelos deslizamentos; destroços, lama e poeira pelas ruas; bairros completamente devastados; imóveis que nunca se imaginaria que seriam abalados, ruíram; e o pior de todos os cenários: centenas de mortos e moradores que, até hoje, não foram encontrados. De acordo com os dados oficiais do Governo do Estado, a tempestade matou 918 pessoas, deixou 30 mil desalojados e, de acordo com o Ministério Público Estadual, várias vítimas seguem desaparecidas até hoje.

Nesta segunda-feira (11), a tragédia completa uma década. Apesar de 10 anos terem passado, a noite do dia 11 de janeiro e os dias seguintes ao desastre estão eternizados na memória de todos os sobreviventes e nas imagens marcantes que foram registradas.

Foi com cerca de cinco horas de atraso em relação a outras cidades da região serrana que São José do Vale do Rio Preto viu o rio que dá nome à cidade subir mais de dez metros e arrastar dezenas de casas com ele.

Mas, como os moradores já haviam acordado, perceberam a subida da água e deixaram suas casas por volta das 8h da quarta-feira (12).

“Se as pessoas estivessem dormindo, seriam muitas mortes”, diz o então prefeito da cidade na época, o saudoso Adilson Faraco.

Em São José, segundo dados divulgados, foram achados alguns corpos, mas eles teriam vindo de outras regiões.

As cenas que se viam, sem poder acreditar, eram de muita lama que invadiu as ruas da cidade e soterrou vários carros até a janela. Dezenas de casas foram completamente destruídas. Danificadas, as principais pontes da cidade foram interditadas.

Além dos estragos causados em São José, diversos pontos foram devastados em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, além de Bom Jardim, Sumidouro e Areal.

Confira algumas imagens da tragédia em São José:

Governo do Estado promete investir cerca de R$ 500 milhões na Região Serrana

Uma década depois, o Governo do Estado prevê ainda o investimento de cerca de R$ 500 milhões em obras na região.

Com milhares de casas em ruínas, inúmeros deslizamentos de terra e rios completamente assoreados, obras precisaram ser feitas.

De acordo com o Governo do Estado, só na área de Infraestrutura e Obras foram investidos mais de R$1 bilhão desde a tragédia, sendo R$ 521 milhões em unidades habitacionais e R$ 510 milhões para contenção de encostas e drenagem.

Novas intervenções

Na última sexta-feira (8), o Governo do Estado afirmou que novas intervenções e ações devem acontecer em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Areal. Existe a previsão de incluir Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto nessa etapa. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 500 milhões nas cidades.

Confira quais serão essas obras:

  • Realização de dez contenções;
  • Desassoreamento e proteção dos taludes dos rios Santo Antônio, Cuiabá e Carvão, em Petrópolis, e rios Córrego Dantas e o Rio Bengalas, em Nova Friburgo;
  • Demolição da ponte existente e construção de uma nova sobre o Rio Imbuí, em Teresópolis, além de intervenções no Rio Príncipe;

O investimento para realização das contenções é orçado em R$ 135 milhões. Já os recursos para as intervenções no rios são de aproximadamente R$ 283 milhões, provenientes de repasse de recursos federais, de convênios firmados entre Inea, Ministério de Desenvolvimento Regional e Caixa Econômica Federal.

De acordo com o governo estadual, no primeiro semestre de 2021, também serão entregues as obras de um conjunto habitacional com 153 unidades em Areal. “Também será solicitado ao Governo Federal recursos para novas licitações para a construção de 330 imóveis em Petrópolis, 120 em São José do Rio Preto e 128 em Sumidouro. A expectativa de investimento é de R$ 76 milhões, com recursos também da União”, afirmou o governo.

Confira o que já foi realizado, segundo o Governo do Estado:

  • 4.219 unidades habitacionais entregues na Região Serrana: 2.337 em Nova Friburgo; 1.600 em Teresópolis; 50 em Petrópolis; 222 em Bom Jardim; e 10 em São José do Vale do Rio Preto;
  • Reassentamento de 2.911 famílias que moravam em áreas atingidas pela chuva;
  • 93 obras de contenção de encostas;
  • 24 pontes reconstruídas: Nova Friburgo (9), Bom Jardim (2), Petrópolis (6), Trajano de Moraes (1) e Sumidouro (6).
  • Desassoreamento, contenção e urbanização das margens dos rios Bengalas (Nova Friburgo); Príncipe, Paquequer e Imbuí (Teresópolis); Cuiabá, Piabanha, Carvão e Santo Antônio (Petrópolis);

Outras obras, como no caso de São José, a própria prefeitura decidiu fazer com recursos do município, uma vez que precisava dar suporte à população. E não havia previsão de ações mais eficazes do Estado naquele período.

Com informações do G1, Folha de São Paulo e Jornal Extra – Imagens: Reginaldo Gonçalves, Roberto Perez, Fabiano Fonseca, Rogério de Paula, e reprodução da internet (Caso você seja autor de alguma imagem e deseja receber o crédito, solicite-nos)

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